Arte Educação e História
Eu nunca pensara em Arte Educação, mas o Julinho (Júlio Cesar Valladão Diniz) convidou-me para fazê-lo. Ele fora meu professor no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, em Niterói. E devo a ele estes bons momentos que passei cursando esta Especialização.
A equipe de professores era fantástica e faço questão de nomear a todos porque cada um, a seu modo, contribuiu na minha retomada. Julinho escolheu muito bem a equipe:
Lucelena Ferreira (Educação, Cultura e Cidadania). Ao longo dos anos nos tornamos grandes amigos. Tenho muito orgulho desta amizade.
José Reginaldo Santos Gonçalves (Novas Perspectivas em Antropologia Cultural).
Santuza Cambraia Neves (Arte e Cultura – discussões e atualizações)
Ines Soares Nunes Poggio (Didática em Arte Educação)
Rosana Pereira de Freitas ( Introdução à História da Arte)
Karl Eric Schollhammer (Imagem e Representação – Artes Plásticas).
Carlos Aquino Carvalho (Imagem e Representação – Cinema).
João Carlos Talina (Aspectos da Música na Atualidade).
Reinaldo Cotia Braga (Aspectos do Teatro Contemporâneo).
Júlio Cesar Valladão Diniz (Literatura e Cultura Contemporânea).
De todo o meu trajeto acadêmico, que foi muito complicado, este curso e, portanto, o título de Especialista em Arte Educação é o único que me orgulha, em verdade.
Nesta Especialização eu escrevi, para a Conclusão do Curso, um trabalho intitulado:
Por uma história da auto-retratística no Brasil: em busca da I exposição brasileira de auto-retratos no Museu Nacional de Belas Artes
Muito importante neste processo de escrita do texto foi a minha queridíssima amiga Alessandra Simplício, ou simplesmente, Xan, artista plástica talentosíssima que me deu muitas dicas, praticamente aulas de Artes Plásticas.
Curioso que, em 2003, data do trabalho, não existia a palavra “Auto-retratística” (hoje podendo escrever-se “Autorretratística”) na Língua Portuguesa. Agora já foi incorporada. A palavra “Autorretratística”, contudo, é o centro da produção neste estudo porque foi ali que defendi a tese de que deveria ter uma categoria para tratar especificamente deste tipo de trabalho que, até então, era considerado um sub-ramo da Retratística.
Este Curso de Especialização era tudo o que eu precisava naquele momento, e ajudou bastante na minha recuperação ou, no mínimo, reduzir o sofrimento por ter tido tantas perdas.
Não é fórmula. Algumas coisas funcionam para algumas pessoas e não funcionam para outras. Para mim funciona muito o contato com os estudos. Estar numa sala de aula. A convivência com os demais estudantes. As amizades que você cria neste ambiente.
História
Na última vez que frequentei a universidade fiz dois cursos simultaneamente: História e Administração. É logico que estava bem, mas, um tanto quanto em estado de euforia. Fazer dois cursos simultaneamente não é muito aconselhável. Mas, fiz. Contudo, depois de dois anos de estudos, indo muito bem, tive uma pequena depressão e isto me impediu de concluir os dois cursos. Entretanto ficaram as relações adquiridas neste processo. E ainda não desisti de concluir, pelo menos, o curso de História.
Caroline Balado, ou Carol, foi uma destas conquistas que obtive neste processo. Fizemos uma boa parceria que perdura até hoje. Tornou-se uma pessoa muito importante na minha vida. Só por isto já valeu a pena a tentativa de voltar aos estudos universitários. Desde então nos encontramos com frequência e é uma grande parceira.

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