Julinho
Julinho (Júlio São Paio), amigo de longa data, um grande músico, compositor e
professor. Desenvolvia e ainda desenvolve um trabalho maravilhoso de Educação
Musical. Também me ajudou muito neste processo de retorno e superação das
crises.
Apesar de eu não estar muito bem, combinamos ter aulas de
violão. Todas as semanas, a partir de então, nos encontrávamos. A questão não
era só a música, o desenvolvimento técnico no instrumento, mas, mais importante
que isto era o contato que nós tínhamos. Dotado de uma memória privilegiada,
grande contador de casos e “causos” nós nos divertíamos bastante. E, pelo
menos, naquelas horas que passava com ele as dores e preocupações que eu ainda
tinha eram até esquecidas. Ele devia, como grande mestre que era, notar que eu
não estava me empenhando muito, simplesmente porque não conseguia. Mas,
perseverou comigo. A amizade de um ajudando a minorar a dor do outro.
Eu e
Julinho (à direita)
É um parceiro para a vida inteira. Nos admiramos e
respeitamos mutuamente.
O que eu quero transmitir, se não for muita pretensão, é que é muito difícil superarmos alguns traumas se não tivermos o auxílio de muitas pessoas. Citei algumas, mas foram muito mais. Todos e todas mereceriam uma foto e um capítulo especial. Contudo, este breve livro deve ter um desfecho e não caberia aqui nomear e descrever tantos que me ajudaram, e ainda me ajudam, a atravessar a tempestade que é ter um transtorno mental

Comentários
Postar um comentário