Outras Internações
Outras Internações
Não é difícil imaginar outras internações. Foram sucessivos episódios psicóticos, a partir do primeiro, que ocorreram.
Os episódios psicóticos não costumam apagar na mente das pessoas, normalmente. Há uma memória. Quase sempre costumam relatar com detalhes o ocorrido. E isto gera uma série de sentimentos tais como: raiva; vergonha; baixa autoestima; sentir-se perdido, isolado do mundo; solidão mórbida; etc. A pergunta que muitos se fazem é: “Meu Deus! Como isto pode acontecer comigo?”
Certa vez, o jovem quase destruiu a casa inteira. Até seu objeto favorito: o piano.
Como explicar estas coisas? E o mais difícil: como tratar? Porque, evidentemente, o jovem não desejava destruir nada, muito menos seu objeto de predileção, que tanto amava.
Um acúmulo de perdas acontecem: trabalho, relações sociais e amorosas, interação familiar, e, via de regra, se sentem culpados.
O jovem de quem falamos, por exemplo, pediu exoneração de um cargo importante que exercia onde era muito bem remunerado. Desfez-se um namoro de anos. E isto não é culpa de ninguém. Realmente é muito difícil lidar com pessoas afetadas por algum transtorno mental. É difícil fazer entender, tanto as pessoas afetadas, quanto as que as cercam que não é algo voluntário. Há uma tendência dos demais “seres normais” pensarem que se um transtornado causa tantos danos, às vezes, é porque ele está fazendo alguma coisa errada, simplesmente porque não se cuida, não se trata. Há muito desconhecimento, ainda, por parte da sociedade e muito preconceito.
Há muitos tipos de transtornos mentais, que atingem grande parte da população, todos muito difíceis de lidar e que causam muito sofrimento aos portadores e a aqueles que lhe são próximos.
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