Simplesmente Lu
Eu conheci Lucelena Ferreira, ou simplesmente, Lu, ou pelo menos a vi e ouvi, antes que ela me conhecesse. Ela é uma espécie de magneto de coisas boas. Na Aula Inaugural do Curso de Especialização em Arte Educação, que foi proferida por um poeta que eu muito reverencio - o Affonso Romano de Sant’Anna - Lu fez a apresentação de Affonso, com quem já trabalhara no PROLER.
Quando vi aquela mulher linda, de voz suave e doce, meus
olhinhos brilharam. Só por isto já teria valido a pena ter entrado no curso para
o qual fui convidado pelo Júlio Diniz. Podem rir!
O ambiente de uma sala de aula é onde mais gosto de estar.
Sinto-me em casa. Chega a ser um vício. Por isto me meti em tantos cursos ao
longo da vida, sem a menor necessidade. Alguns totalmente contraditórios em
relação a outros. O que tem a ver Engenharia com Antropologia, por exemplo? Ou
Computação com Arte Educação? Ou, ainda, História com Administração de
Empresas?
A amizade que eu e Lu estabelecemos paulatinamente causou
grande impacto no meu processo para uma vida “normal”. Nós tínhamos um contato
virtual há muitos anos desde que ela fora minha professora na Especialização em
Arte Educação. Ela era comigo doce e compreensiva, mesmo sem saber da minha
situação de ter um THB.
Num certo dia, porém, ela me convidou para um encontro em
sua casa, com alguns outros amigos.
Eu fui temeroso, pois ainda estava naquelas fases em que é
difícil manter contatos sociais. Mas, foi tão bom que a partir dali nós fizemos
este tipo de encontro algumas vezes. Conheci sua família e outros amigos dela,
todos maravilhosos. E neste percurso eu fui motivado a buscar outras
interações.
O que me unia a Lu, até então, era a poesia. Ela é uma
grande poeta. Depois, nos ligamos na vida, em sua plenitude.

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